Como se aprende a mergulhar
Publicado por Lula Moura em 20 Jun 2008 | sob: Conhecimento
O mergulho é uma atividade que desperta fascínio em muitos, porém, ao contrário do que se imagina, tornar-se um mergulhador e passar a ser parte integrante do maravilhoso mundo subaquático, é bem mais fácil do que se pensa.
Devido aos atuais níveis de evolução da atividade no tocante as metodologias de treinamentos e acessibilidades de equipamentos cada vez mais seguros e confortáveis, como também pela necessidade do homem em buscar e vencer novos desafios e prol da melhoria da qualidade de vida. O mergulho é, sem dúvida, uma das atividades esportivas que mais cresce no mundo, e em particular em Recife, premiada com um grande acervo de naufrágios mergulháveis.
O caminho de entrada para esse fascinante esporte, passa pelos padrões e metodologia de treinamento das entidades certificadoras de mergulho, órgãos com reconhecimento internacional responsáveis pelo treinamento dos instrutores e pelas emissões das credenciais de mergulhadores aos alunos formados. Apesar de haverem diversas com representação aqui no Brasil, o padrão de treinamento não se difere demasiadamente uma das outras no tocante a formação do aluno básico.
O nível de certificação Open Water, é geralmente o portão de entrada para um mergulhador se credenciar na atividade. Ele é apresentado para os alunos em três grupos de módulos. O primeiro grupo com módulos teóricos, o segundo com módulos em águas confinadas, as aulas de piscina, e o terceiro com módulos em águas abertas, os mergulhos no mar.
Nos módulos teóricos são apresentados todos os fundamentos e leis físicas associadas ao mergulho, com o intuito de mostrar ao candidato mergulhador por intermédio de apresentações multimídia, tabelas e manual, a forma teórica de não apenas tornar-se um mergulhador, mas sim, um bom mergulhador, consciente e seguro.
Nos módulos de águas confinadas, os alunos mergulhadores entrarão em contato direto com os equipamentos necessários para desenvolver e pôr em prática os fundamentos vistos nos módulos teóricos, onde aprenderão as técnicas e metodologias para usar com segurança e conforto, todo o conjunto que usarão nos mergulhos em águas abertas.
Nos mergulhos de mar, que serão feitos a partir de embarcações apropriadas para atividade, os futuros mergulhadores irão pôr em prática, acompanhado dos profissionais instrutores, os fundamentos aprendidos nos quatro mergulhos necessários para o término do seu treinamento, quando receberão assim, sua certificação e credencial de mergulhadores internacionais Open Water, onde passarão a poder mergulhar em águas abertas em qualquer parte do planeta.
Recomendo a leitura do artigo, quero aprender a mergulhar, o que fazer ?, que lhe ajudará a conhecer mais sobre as opções para se tornar um mergulhador.
Venha fazer parte conosco desta crescente comunidade de mergulhadores e aprenda a adotar a atividade como um estilo de vida.
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Faz um bom tempo que descobri o prazer de mergulhar. Quem ainda não experimentou nem imagina o que está perdendo.
Isso soa até estranho, pois nós vivemos sobre a terra, cercados de ar por todos os lados, mas eu me apaixonei por um outro ambiente.
Um lugar, a princípio inóspto, mas que me surpreende a cada descida. Uma solidão tão repleta de sentido, cores, sons e emoções.
Aprendi a nadar bem cedo graças a minha babá, mas foi somente quando tinha 8 ou 9 anos que descobri o mergulho. De repente, dentro de uma piscina, surge um ser estranho, de mascara e pés-de-pato. Era um mergulhador. Fiquei encantado com esta visão. Sai dali já sabendo o que queria na próxima oportunidade de ganhar um presente. Enfim, um mês depois, ganhei uma mascara e umas nadadeiras, que teimava ainda em chamar de pés-de-pato.
Euforico, me atirei na piscina. Meu pai que não é mergulhador, sempre me olhava, desconfiado, nadando e mergulhando na piscina. Certamente pensando o que era que eu estava fazendo ali.
Depois de alguns anos, fui ao mar. Era tudo muito estranho, pois agora havia agora uma explosão de cores e, se desse muita sorte, um ou outro peixinho.
Agora, meu óculos já era chamado de mascara, e os pés-de-pato, de nadadeiras. E fui crescendo neste incrível meio. Uma solidão bem repleta. Sons, cores emoções, tudo isso ao alcance dos olhos e ouvidos. Ficava alguns minutos sem respirar para descer nas profundezas, leia-se 5 ou 6 metros.
Mais tarde fiz um curso, e depois, outro e mais outros que perdi as contas. Mas o prazer de mergulhar ainda é o mesmo de quando criança.
Olhando toda esta estória pude concluir que meu ímpeto em mergulhar nasceu da vontade de conhecer o mundo debaixo d´água, o mundo submarino de Julio Verne e de Cousteau, o mundo desconhecido.
Hoje, para mergulhar, não precisamos ser um super-homem, basta termos vontade e seguir o exemplo de minha conterrânea Karol Meyer ou de outros aventureiros como: Umberto Pellizari, Claude Chapuis, Loic Leferme, Pipin Ferreras, Kirk Krak, Martin Stepaneck, Patrick Musimu dentre muitos.
Por isso só tenho a dizer uma coisa: MERGULHE ! ! !
[]s e bons mergulhos
Murillus